
De um amor se faz vários, jorrando sentimentos exacerbados e loucos, e de falta de razão ja basta o coração. Amor, razão, razão, amor, ora que covardia tentar combiná-los como se faz em bolos confeitados, ou em pratos franceses, um despreza intensamente o outro como inimigos de infância, apenas um estraga sua vida de modo que nada faça sentido. Camões disse que o amor sempre venceu a razão, desisto do irreal e possível.
Uma única face é tão mutável que enoja crianças, e até mesmo adultos acostumados com o matrimônio arcaico. Dependência que morre a cada instante que se tenta um contato, aquele calor de segundos e sons estranhos que soam sem um ponto de foco, são apenas devaneios, criados pelo amor, ou talvez pela razão. Se os filósofos dizem que é indispensável a harmônia de ambos, então é melhor correr atrás do tal equilíbrio. Mas quando meus olhos enxergam garças pela janela e meu coração diz que são aves dos céus repletas de paz interna, de clichês baronianos, ah, que sufoco, espero o próximo ônibus para o escuro sem cores, ou uma dimensão alheia a orgãos vitais, menos sentimentalista e melancólico. Talvez tudo isso seja pelos momentos não vividos, aliás, que em minha mente foram vividos e em meu peito sentidos, embora o real seja tão lúcido que prefiro não exergá-lo.
Te matarei em mim, agora, e te ressuscito em segundos, essa sua morte instantânea é tão piegas, suporto por inconstância mental e excesso de tolices emboladas em algo chamado amor. Tchau!
Hoje, sonhei com tudo aquilo que poderia ser real
A metafísica brincou de esconde-esconde,
minhas reflexões de fizeram de tudo,
ao buscar a realidade, o que era sólido sumiu,
sobrou tão pouco, ora sei, ora não sei,
e nesse momento,
o único instante que deslumbro em sonoridade
que desfruto aos gostos e sabores,
as cores fluem,
flui também eu e você, nós
é um pouco do paraíso.

Plenamente concreto seus olhos vidrados e míopes, o contato com eles o torna tudo difícil e ao mesmo tempo gentil, a timidez envolvida de sorrisos a canto, de centímetros que lhe faltam, mas de maturidade que lhe completam, dos passos pequenos, da voz terna, as preferências ostentam essa personalidade inquestionável, que com costumes e princípios honráveis, de mãos que deslumbram os ouvidos com sua habilidade de tocar, tão puramente… Tão sadness, tão sorrow… E
assim, pode tudo a ser descrito, desde que seja, concreto.
De complemento, lembrei de algo que lí:
“Os homens assim são os que têm uma estrela no lugar do coração. E quando morrem o coração fica no céu” - Capitães da Areia.
Me vi sobre o mundo de outrém,
corri derramando louvores,
cortei o sol com uma espada sangrenta,
deitei para com um sono de eternidade
chorei por todos,
inclusive, por mim.
Wednesday Jan 1 ? 09:47am
Vejo quinquilharias em um terreno imenso, sobrecarregado, sujo e abandonado, assim como vejo pessoas, humanos vivendo como animais em meio ao lixo que despreza higiene e conforto.
O ser humano é um animal, se refirir ao mesmo desta forma é rude, embora me pareça mais sensato.
A pobreza que alí predonima instiga atitudes selvagens que animaliza qualquer ser racional, digo, ser humano. Alimentos que emboloram a face, as mãos de quem o manuseia, cheiros que arrebatam um a um sem dó, sem medo e quanto mais se expande, mais vítima faz. Justiça corre a solta mundo a fora - sarcasmo - menos naquele local nada habitável.Todavia, uns esbanjam riquezas intermináveis com brilhos das mais vigorosas estrelas que por acaso muitos se encontram obsoletas.
No pequeno detalhe de vida se encontra existênte em um dos caixotes perto dos urubus famintos um pequeno menino, que não tem muitas diferenças em relação ao sentimento de vazio no estômago como o urubu, ele chora, sim, é fome, fome que não passa, que não foge, que não se cura, fome que perdura, que enfatiza o lado sofrido do viver.
Naquela imensa casa mora um outro garoto, sorridente, mas muito questionador, tipico pensamento individual, não tem muitas descrições pois nada lhe falta, entretanto, para sí em sua concepção lhe falta tudo e neste momento, observando-o, apenas lamento. Lamento também pela minha falta de fé na humanidade e nesses poucos que conseguiram conquistar o mundo e nada para a sua própria espécie.

Um falso homem me visitou por dias vazios, esse mesmo falso homem salienta pobreza, pede doação e com rigor em insistir agracia-se com o seu prêmio.
Me olharam,olhei todos, era um falso homem e naquele momento nada sabia.
Roubo, do pouco da pobreza foi tirado a riqueza, a pouca que ainda restava
Ah homem, por que a menina de cabelos presos?
A quem ainda de ínicio conseguiu um sorriso, com apenas aquele pequeno elogio…
Elogio que vinha sob interesse particular.
Falso homem, sua espécie é tão comum, produtos de qualidade são raros, por fora são, mas a garantia é ocultada, quem tem origem falsa, atitudes falsas virão.
“Mão quebrada, doação, pouco ajuda”, e foi assim que me enganou, sua aparência vivida e cabelos brancos foram essenciais nessa falcatrua, e agora, o roubo tão menos importa
Entretanto, vítima eu, quero distância do ladrão e sua raça venenosa.
Com passos finos e requintados, embora vai, o falso homem e um sorriso ganancioso o ronda, de onde veio um, vêm dois…

Derradeiro suspiro esta submerso em um defunto. Pobre defunto, o morrer e sorrir, isso soa tão inverso. Aquele que em seu caixão chora, deverias ser seu tutor, pupila feliz.
Em vida fostes a mais belas de todas as moças, a mais alegre e sombria.
Morres feliz… Que motivo és este?
Um pequeno prodígio, cheio de inversões correu em sua eterna cama, olhou-a e sorriu também. Mas ora, que felicidade és esta que esta moça tanto deslumbra em um sorriso estátua?
Seu corpo irá se decompor, seus vestígios servirão de alimento para vermes.
E dela, nem mais uma penumbra.
Se tantos honrados estão com sua figura nada iluminada, por que o sol em seu ato de covardia recolhe-se sem piedade, sem luto, sem amor?… Por que não aquecer aquele semblante gelado de cores frias?
Enquanto morres, eu vivo, e vivo me adoçando com o sabor do chocolate, e mesmo vivendo belezas e divindades não adivinho o tal motivo dos teus dentes expostos ao mundo. Mundo este que permitu sua partida, sem ao menos dizer ‘fique’.
Melancolia em seu segundo ato.
Ela se levanta como um espírito assustado e adverte: Felicidade és a minha, não viver em um mundo tão cheio de devaneios.
O público aplaude, e eu… Eu só continuo com o prazer do chocolate.
“O amor não é de palavrinhas ridículas.
O amor é de grandes atitudes.
O amor é sobre aviões levando faixas sobre estádios.
Propostas em telões. Palavras gigantes escritas no céu.
O amor é ir mais além, mesmo que doa, deixando tudo para trás.
Amor é encontrar uma coragem dentro de si mesmo que você nem sabia que tinha.”
“O amor é uma coisa feia e terrível praticado por todos. Ele vai partir seu coração e deixar você sangrando no chão, e o que você ganha no final? Nada além de lembranças incríveis que você não consegue se livrar”
Tuesday Nov 11 ? 02:45pmLEGIÃO URBANA.

São tantos sons: bons e ruins
Gestos, cores e sabores
beijos, queijos e seivas
sorrisos e tristezas
verdades, mentiras e indecisões
real, utópico, ilusionário e concreto
brigas, intrigas, abraços e outros quebrados
colegas, amigos, inimigos e ninguém
qualquer um, todos, nós, ele e o grupo
quem somos? Ja fomos. Queremos. Conquistamos
escuros, claros, estranhos, baixos e médios
magras, altos, gordos e achatados
engraçado, apático, chato e tantas perfídias
olhares: vulgares, retangulares
fixos, insanos e outros que nem enxergam
palavras, frases, orações, parágrafos e textos
jogados, expelidos, vomitados, sussurados
e até mesmo vermificados
Podemos, aceitamos, concordamos
dinheiro, bala, chiclete, chocolate
quem quer, quem dá, quem paga?
Carteira, cadeira, lousa e giz
debates, ataques e um singelo “dedo” feliz
docente e dicente: muitos Ds e poucos As
lindos, detestáveis, amáveis e queridas
choramos, erramos, praguejamos
e juntos estamos…
Feels the way I do about you now.. ♪ Wonderwall - Oasis Friday Nov 11 ? 11:15am

